Reunião com Comitê em Itumbiara

Algumas notas depois da primeira reunião com o Comitê da bacia do rio Paranaíba em Itumbiara, em 16/jul/10.

1. As apresentações foram boas e acredito que tenhamos demonstrado que sabemos o que fazemos, porém ainda assim não senti que eles (os membros do Comitê) sabem o que querem. Isso é um risco, como deixei claro. Pode ser também um atoleiro para o projeto, pois na medida em que fomos nos aprofundando nos conflitos, que deverão ser levantados já durante o disgnóstico, aí sim virão a tona os posicionamentos e, é claro, as dificuldades em conseguir informações ou solicitações do tipo: “Mas vocês levantaram a demanda do setor de turismo de águas termais? e da psicultura? e da aquicultura?” sem esse setor ter jamais se manifestado. Sugiro um posicionamento “oficial” perante a ANA com respeito a essa situação. Pode ser ainda mais complicado quando da elaboração dos cenários.

2. Conseguimos fazer pelo menos dois setores emitirem uma opinião a respeito de conflitos: o sucro-alcooleiro e o de saneamento. É importante agora a aproximação a esses setores (e a outros, como o da navegação e da geração de energia) para, em primeiro lugar, estabelecer um canal de diálogo eficaz, e na sequência extrair deles projeções, estatísticas, estratégias de expansão, e maiores informações sobre suas expectativas quanto ao PBH-Paranaíba. Acho que foi muito bom nosso posicionamento, porém sem follow-up isso pode se deteriorar em posições reacionárias, o que não é bom para nós.

3. Tenho insistido que a chave para o bom encaminhamento deste plano será um acompanhamento muito competente do cronograma. Sugiro que se faça uma gestão baseada no MS Project DE FATO e não simplesmente para produzir uns gráficos de gantt bonitinhos. Isso implica em um acompanhamento também junto ao cliente (ANA) e ao Comitê, para que esteja claro pra todo mundo quais as informações que serão necessária e quando.

R Ramina