Luis Eduardo Magalhães e Barreiras/BA

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pivôs de irrigação e canal de adução
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às vezes os pivôs ocupam toda a janela do avião, desenhando círculos na paisagem. Até onde a vista alcança
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Nosso instrumento de sobrevoo

 

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… até aonde a vista alcança…

Aqui estão algumas das quase 1.000 imagens de um sobrevôo que realizei hoje, saindo de Barreiras, BA e passando a 1000 metros sobre uma das principais áreas de expansão da fronteira agrícola do Brasil hoje.

Voei no Oeste da Bahia, nos grandes chapadões do cerrado baiano, a leste de Tocantins e do Jalapão. Sobre o Aquífero Urucuia, a caixa d’água do rio São Francisco e responsável por o manter perene durante as secas, mesmo atravessando o semi-árido.

Lá em cima dos chapadões, pivôs de irrigação. Medimos. Com um diâmetro em torno de 1.250 m, eles chegam a ter 125 hectares cada. Há centenas deles. Talvez mais de mil. As imagens de satélite de 2012 mostram uns 320 mil hectares com eles em todo o oeste baiano.

Pivôs de irrigação usam muita água. Algumas vezes vemos as veredas transformadas em reservatórios. Na maior parte das vezes não vemos nada, a água vem do subsolo.

Há indícios (e isto eu vou mostrar em um outro post) de que o regime de vazões do rio São Francisco tem mudado profundamente desde a virada do século. Pra pior. As secas estão mais pronunciadas, e este ano é um record em suas baixas vazões. (não é só em São Paulo).

Será que há uma relação entre essas coisas?

Minha viagem me trouxe pelo norte de Goiás e do DF, pela hidrelétrica de Serra da Mesa, no Tocantins, e depois nas bacias dos rios das Almas e do Paranã, ambos afluentes do Tocantins.

O reservatório de Serra da Mesa está com menos de 30% da sua capacidade. O rio das Almas está parado, fedido e cheio de mosquitos. O Paranã está baixo, mas fluindo.

Reservatório da Usina de Serra da Mesa, no rio Tocantins, com menos de 30% da capacidade.
Reservatório da Usina de Serra da Mesa, no rio Tocantins, com menos de 30% da capacidade.
Rio São Francisco na seca. Bancos de areia ao longo de todo o trecho sobrevoado, até Barra.
Rio São Francisco na seca. Bancos de areia ao longo de todo o trecho sobrevoado, até Barra.

Hoje estou em Barreiras, depois do sobrevôo. Amanhã vamos pra Santa Maria da Vitória. Me acompanham dois colegas, Andrei Mora e Luis Gustavo Christoff.

Vou postando as coisas na medida em que eu conseguir parar e escrever. E entender. Tem tanta coisa pra mostrar e comentar que essa é minha maior dificuldade: não sei por onde começar.

Imagens são muitas. Paisagens lindíssimas. Vou selecionando e postando. Dá pra fazer isto até o fim do ano… ou até o fim da vida!

 

Abraços.

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