Brasília

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Preparando a saída de Brasília.

Ontem fiquei de contar a finalidade desta viagem. Aqui vai uma breve introdução, porque daqui a pouco saio de Brasília em direção a Alto Paraíso de Goiás, nossa primeira parada. Meu colega Andrei Mora vai comigo e já está quase chegando.

Estou envolvido com diversos Planos de Recursos Hídricos na bacia do Rio São Francisco, e há indícios (pra ser breve) de que a crise hídrica lá tem algo a ver com a redução das vazões naturais em um trecho específico da grande bacia do São Francisco: o Oeste da Bahia, o famoso aquífero Urucuia. Acredita-se que esta “caixa d’água” subterrânea é a responsável por manter o Velho Chico fluindo mesmo nas maiores secas, mesmo cruzando o semiárido, e mesmo tendo sido utilizado para inúmeras finalidades nos últimos 300 anos.

Acontece que nos últimos dois anos as vazões diminuíram muito. Quando se olha o registro histórico de vazões, nota-se que a tendência de sumiço da água começa a ser percebida já n o final do século passado, mais ou menos em 1995. O que aconteceu?

Alguns dizem que são mudanças climáticas. Eu acho que tem outra coisa acontecendo – uso intensivo. Lá no cerrado baiano está uma das maiores fronteiras de expansão da agricultura irrigada da América do Sul.

E eu quero ver isso. Tenho que ver o tamanho do que está acontecendo pra poder sentir se a escala do impacto é correspondente ao tamanho das conseqüências, ou seja, da alteração do regime hidrológico do Velho Chico.

As implicações são múltiplas e muitíssimo importantes para todo o nordeste, talvez para o Brasil. E está acontecendo agora, em tempo real, neste momento.

Não posso deixar de ver.

R Ramina

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