A arte de convencer… conversar… ver… convém… vencer?

e agora, José...Tenho tido muitas dificuldades em fazer clientes entenderem o caráter estratégico do planejamento por cenários. O que acaba acontecendo é que a coisa toda tem a tendência de voltar (ou descer) ao nível de um planejamento operacional. Isto tem sido especialmente frustrante com a ANA (PRH Paranaíba), onde as dificuladades que a agência tem tido com as outorgas nas áreas mais críticas (como o São Marcos) tem levado a uma pressão ou urgência maior para tentar solucionar o problema da operacionalização do instrumento de outorga em detrimento de uma visão mais geral das causas desse problema e o que isso indica para futuras situações críticas na bacia.

Talvez isso seja normal: a maior urgência é aquela que vemos na nossa frente. Uma postura mais “estratégica” seria aquela que incluiria uma reflexão do tipo “por que diabos eu estou metido nessa encrenca?”. Mas talvez seja pedir demais para uma Agência Federal (ou mesmo para empresas privadas) que estão muito mais procupadas com o fluxo do dia a dia.

Isso me leva à seguinte conclusão: planejamento estratégico não é pra quem quer, mas para quem pode. Soa um pouco exclusivista, mas talvez, realmente, seja um “luxo”. Nem todas as organizações podem, em princípio, dedicar recursos em exercícios de reflexão e estratégia – a maior parte está plantando o almoço pra comer no jantar.

Infelizmente.

RR