A arte de convencer… conversar… ver… convém… vencer?

e agora, José...Tenho tido muitas dificuldades em fazer clientes entenderem o caráter estratégico do planejamento por cenários. O que acaba acontecendo é que a coisa toda tem a tendência de voltar (ou descer) ao nível de um planejamento operacional. Isto tem sido especialmente frustrante com a ANA (PRH Paranaíba), onde as dificuladades que a agência tem tido com as outorgas nas áreas mais críticas (como o São Marcos) tem levado a uma pressão ou urgência maior para tentar solucionar o problema da operacionalização do instrumento de outorga em detrimento de uma visão mais geral das causas desse problema e o que isso indica para futuras situações críticas na bacia.

Talvez isso seja normal: a maior urgência é aquela que vemos na nossa frente. Uma postura mais “estratégica” seria aquela que incluiria uma reflexão do tipo “por que diabos eu estou metido nessa encrenca?”. Mas talvez seja pedir demais para uma Agência Federal (ou mesmo para empresas privadas) que estão muito mais procupadas com o fluxo do dia a dia.

Isso me leva à seguinte conclusão: planejamento estratégico não é pra quem quer, mas para quem pode. Soa um pouco exclusivista, mas talvez, realmente, seja um “luxo”. Nem todas as organizações podem, em princípio, dedicar recursos em exercícios de reflexão e estratégia – a maior parte está plantando o almoço pra comer no jantar.

Infelizmente.

RR

Cenários do PBH Paranaíba saindo do forno!

Depois de algumas semanas atravessando as noites, o “cenário tendencial” do PBH Paranaíba está sendo concluído. Não tem muitas surpresas, mas tudo indica que as condições de balanço hídrico no Alto São Marcos, Rio Descoberto (Brasília) e Goiânia devem se agravar bastante. Uma novidade é o balanço hídrico qualitativo, realizado no nível das células de análise e que pintou o mapa de vermelho.

Isso tem a ver com os “níveis de risco” que estamos empregando, associados com as pemanências das vazões necessárias para a diluição de poluentes para enquadramento na Classe 3, o que tem mostrado que grande parte da bacia tem problemas de cargas elevadas de fósforo e DBO… como imaginado.

RR

Visita a aeronave do sobrevoo

 No dia 26 de agosto fomos visitar a aeronave que vai ser feito o sobrevoo sobre a Bacia do Rio Paranaíba. Essa viagem foi para verificar as condições da aeronave e ver se ela está atendendo a todas as especificações e exigências contidas no Termo de Referência da Agência Nacional de Águas (ANA).

Aeronave Grand Caravan

A aeronave é nova e está bem conservada, tanto no interior quanto no exterior, atendendo tranquilamente a todas as exigências da ANA.

Interior da Aeronave

Segundo o TR, o sobrevoo de reconhecimento abrangerá áreas do Distrito Federal e dos estados de Goiás, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul, com estimativa total de cerca de 20 horas. O objetivo do sobrevoo será de reconhecimento de toda a extensão da Bacia do Paranaíba, e deverão participar, além da equipe técnica da COBRAPE e consultores, 2 técnicos da ANA e 1 membro do CBH Paranaíba. Durante o sobrevoo será realizado todo o registro da viagem, utilizando-se de anotações, fotografias, e filmagens em DVD, de pontos e locais que a equipe embarcada considere importantes para o PRH-Paranaíba. O Grand Caravan tem capacidade para 9 passageiros e mais o piloto e co-piloto da aernonave.

O sobrevoo será realizando durante 3 dias, entre os dias 29 de setembro e 1 de outubro, saindo de Brasília-DF.

Reunião de Andamento

Foi realizada no dia 19/08 a segunda reunião de andamento na ANA. Foram discutidos os seguintes tópicos: escala de trabalho, SIG-Plano, disponibilidade hídrica superficial, demandas e enquadramento.

Foi definida a utilização das Ottobacias trecho como base para o trabalho, totalizando 4682 células de análise. Ramina, ainda cruzaremos elas com os municípios, gerando 7613 células? OHHHH

Reunião técnica em sampa

Sinto falta dos aide-memoire do Cadu. Sugiro que o Rafa o faça. É legal  e ajuda muito todos os envolvidos. Aide-memoire em blog então, anglofranco na boa.

Reuniões boas. A metodologia de enquadramento tende a se transformar em uma excelente ferramenta para suporte à gestão e às negociações do comitê. Jackie, o que você achou das idéias a respeito?